quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O Lançamento do documentário "Inclusão, Educação Ideal?"


O Lançamento do documentário "Inclusão, Educação Ideal?"


O CARTAZ


Hoje em dia, estamos na contemporaneidade, o tempo que nos ocupa muito e acabamos nos esquecendo de um monte de coisa. Eu, com vida muito agitada e morando na nova cidade, muitas viagens profissionais e acabei deixando o blog de lado. Mas, nunca vou deixar de escrever aqui e compartilhar as notícias. Vou escrever como foi o evento acontecido no Festival de Cinema de Gramado com lançamento do documentário que relata sobre a Inclusão Escolar dos alunos surdos.  O evento foi realizado no dia 16 de agosto de 2014 na Câmara Municipal da cidade gaúcha, Gramado, que fica na serra. Foram muitos participantes, eu posso estimar umas 250 pessoas que lotaram o auditório da Câmara Municipal e afirmo que foi um dia muito marcante para a Cultura Surda. Tivemos o lançamento do documentário intitulado “Inclusão, Educação Ideal?” que foi feito pelos alunos do Ensino Médio da Escola Helen Keller, localizada na cidade de Caxias do Sul/Rio Grande do Sul. Eu estive à frente das produções do documentário tempo todo, desde lá do começo porque a idealização foi minha.  Trabalhava como professora de português do ensino médio da Escola Helen Keller (onde estudei por mais de 17 anos, o meu berço linguístico), em meados do mês de fevereiro de 2014 a escola recebeu oito alunos surdos de Bento Gonçalves, cidade vizinha nossa, estes oito alunos nunca estudaram numa escola especial, digamos escola bilíngue e aproveitei fazer entrevista com eles sobre as escolas regulares, ou seja, escolas inclusivas. Durante nas entrevistas, me veio uma luz que poderia fazer um documentário com relatos deles e divulgar a realidade da Educação dos Surdos.  Então, pensei no começo como conseguir o apoio financeiro e infelizmente não obtive bons resultados para isso. Mesmo assim não desisti, fui falar com a diretora do ensino médio e me deu apoio total para dar o andamento do “projeto” que apenas estava na minha cabeça. Aí falei com o grupo de pesquisa que tem na Universidade de Brasília que se chama de “Círculo da Cultura Surda” e a participante do projeto Helenne Sanderson assumiu o documentário como diretora geral e ainda mais, sendo voluntária. Em março começamos as filmagens que foram até julho. Conseguimos muitos apoios para que o documentário ser concretizado e  lançado no Festival de Cinema de Gramado. Foram dois motivos para que o documentário ser lançado no Festival de Cinema de Gramado. Primeiro, sou coordenadora da Campanha “Legenda para quem não ouve, mas se emociona” que é uma campanha que luta pelas legendas nos filmes brasileiros e o segundo a campanha completou 10 anos de luta. Então foi um momento muito marcante para a Cultura Surda, além do lançamento do documentário tivemos uma exibição de curta-metragem do surdo de Santa Catarina,  Germano Dutra, intitulado “Coulrofobia”. Os dois trabalhos foram exibidos somente em Libras e com legendas, pois o objetivo da campanha é lutar pelas legendas. Os ouvintes só tiveram que acompanhar as legendas ou pelos sinais, lembrando que os surdos perdem muito com filmes somente dublados. Tivemos uns problemas técnicos do auditório, os computadores não compatíveis para que os outros trabalhos serem exibidos, os trabalhos que foram convidados por mim antes, dos surdos também. O documentário gerou muita repercussão nacional e de grande sucesso. Eu e a Helenne fomos convidadas para ministrar palestras e exibir o documentário para criar um debate sobre a educação inclusiva dos alunos surdos. Certamente o documentário mostrou a realidade da Educação de Surdos que temos, por isso, estamos lutando pelas Escolas Bilíngues para surdos que recentemente foi implementada no Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 13.005/2014. 

Enfim, deixo os meus agradecimentos imensos e sinceros à Diretora Silvana Vencato pela confiança, às intérpretes de Libras e professora, Priscila Paris, Grasiele Pavan e Janete Belladon que ajudaram o muito para deixar as legendas perfeitas e traduzidas no documentário, mais uma vez à Priscila Paris pela interpretação durante no evento, ao Marcelo Bertoluci pela imprensa de divulgação, à empresa Caxiense conceder um preço especial do transporte aos participantes, aos alunos que ajudaram a fazer o documentário, às todas professoras do ensino médio que ajudaram levando os alunos  para as filmagens, à Escola Estadual Emílio Meyer pelo empréstimo do prédio da escola e dos alunos ouvintes para algumas partes do documentário, aos participantes que participaram no evento, aos amigos Jaqueline Zanchin, Maiquel Fetter e Juliana Matiello por ajudar das vendas das camisetas, Laíse Coltro, Karisa Golin e Douglas Faggion por controlar as entradas, aos demais amigos que me ajudaram a divulgar o evento, impossível colocar todos aqui porque são muitos e por fim, um agradecimento especial à Helenne Sanderson que filmou todo documentário com toda dedicação e conseguiu terminar o documentário com muita qualidade. Agradeço também as instituições que acreditaram no nosso projeto, SSCS, ASPLIS, AGILS, FENEIS, Mertoluza e Câmara de Vereadores. Ao pessoal do Festival de Cinema de Gramado que ajudou a conseguir o auditório. 

Participantes

             Assistam o documentário completo com legendas em Português. 



                            Um abraço terno a todos. Carilissa Dall´Alba
  

sexta-feira, 18 de julho de 2014

LEGENDA NACIONAL EM GRAMADO 2014



LEGENDA NACIONAL EM GRAMADO

DIA? 16 de agosto 
ONDE? Em Gramado, no Teatro Elisabeth Rosenfeld
HORA? 14hs a 18hs

Maiores informações no vídeo. 


terça-feira, 7 de maio de 2013

ESCOLA BILINGUE É A FORMA DE EDUCAÇÃO IDEAL PARA O SURDO.


As novidades sobre as atuais escolas bilíngues para surdos e as que virão ser abertas em breve aqui no Brasil pelo Movimento Surdo que luta pelas escolas bilíngues me emociona bastante, parece que volto a mexer no baú da minha vida.

Hoje tenho 27 anos e tive a oportunidade de estudar numa escola bilíngue  Durante meu período escolar sempre me foi oferecido a oportunidade de aprender a Língua de Sinais presente e a Língua Portuguesa simultaneamente. Ambos os aprendizados foram devidamente valorizados, o que nunca me acarretou problemas de comunicação.

Com apenas oito meses de idade ingressei na escola Helen Keller, de Caxias do Sul, uma grande referência educacional em todo o Brasil por ser uma das primeiras escolas bilíngue do país. Fiz deste o primário, passando pelo ensino fundamental e conclui com o ensino médio no Helen Keller, num total de 17 anos. Considero a escola uma segunda casa para mim, onde fiz boas amizades, tive ótimos professores ouvintes que tinham bom conhecimento da Língua de Sinais e a Educação de Surdos com instrutores de Libras. (Na época os professores surdos eram reconhecidos como instrutores, graças a lei 10.436, atualmente podemos ser reconhecidos como professores),

Com quatro anos de idade tive o primeiro professor surdo que foi um grande exemplo e inspiração para mim. Os professores ouvintes que se esforçavam para que os alunos surdos pudessem aprender a Língua Portuguesa sem trazer prejuízos a primeira língua de surdos, a Língua de Sinais.

Com cinco anos, meus pais me matricularam numa escola regular, particular e bem renomada em Caxias do Sul, onde minhas irmãs que são ouvintes também estudaram. O objetivo de meus pais foi verificar se eu me adaptaria na nova escola, porque eu era a única da minha turma no Helen Keller que sabia escrever, falar e fazer leitura labial. Na escola de ouvintes eu fiquei isolada, e mesmo com cinco anos, já tinha pleno domínio da Língua de Sinais. Foi então que chegamos à conclusão que não iria me adaptar na escola de ouvinte e fiquei na escola de surdos.   

Estudar numa escola de surdos com outros surdos é algo fantástico e uma experiência única, o que ajuda a construir uma Sociedade de Surdos ainda mais forte. É um direito de toda criança surda ter a oportunidade de conhecer a riqueza da Língua de Sinais e criar a sua identidade surda.

Crianças surdas que são incluídas em escolas regulares é um processo muito difícil. A maioria não consegue se adaptar e são poucos que conseguiram ter sucesso em escolas de inclusão. Conheci muitas escolas de inclusão e seus alunos surdos, com vários relatos dos mesmos que não estão felizes e satisfeitos e que gostariam de estudar numa escola para surdos. Quando olho aos olhos das crianças surdas que estudam na escola inclusiva eu já sei as respostas...

Tive grandes professores que marcaram minha vida escolar, entre eles, Mônica Duso, Isabel Sirtori, Carlos Skliar, Ronice Quadros e tantos outros. Destaco também a fonoaudióloga Terezinha, com quem aprendi a leitura labial e a escrever. Na escola aprendi a me tornar independente e desenvolvi uma liderança, buscando os direitos e uma educação de qualidade a todos os surdos.

Orgulho-me muito em ser professora da Língua de Sinais para surdos e ouvintes e de Língua Portuguesa para surdos, mas, a minha primeira língua é a Língua de Sinais, a qual amo muito e incentivo as crianças surdas a terem as mesmas oportunidades. Sei que ainda tenho muito a aprender na Língua Portuguesa, estou sempre buscando aperfeiçoar a minha ortografia e gramática.

A minha aquisição da Língua Portuguesa foi espontânea, com a fonoaudióloga, na escola e principalmente em minha casa, onde meus pais e irmãs me incentivaram muito nas leituras e fixavam cartazes com letras, verbos e palavras novas nas paredes da casa. Havia sempre gibis, revistas e jornais, então a prática de leitura era sempre constante. Na escola, numa prova de verbos, meu resultado foi ruim, e para me ajudar, minha irmã mais velha criou os cartazes com verbos e colou na parede da cozinha. Conclusão: fiz novamente a prova, tirei a melhor nota da turma. A minha irmã do meio fez pós em Educação de Surdos e trabalhou como professora de Português para surdos durante algum tempo.

Atualmente estou na ativa nos movimentos de educação bilíngüe para surdos, uma causa justa e dedico meu tempo e energia aos movimentos porque entendo perfeitamente como é estudar numa escola somente para surdos. Tive grandes apoios e incentivos dos professores e de minha família também. Meus familiares participaram ativamente e sempre estiveram presentes, sendo que meus pais foram presidentes do Conselho de Pais e Clube das Mães. Em minha opinião é fundamental os pais estarem presentes na escola dos filhos, independentes de serem surdos ou ouvintes.

O apoio familiar é algo muito importante além da escola. Não somente pelos apoios da escola e da família, e sim porque eu quis lutar e me esforçar para dar sempre o melhor de mim. Meu mérito for ser uma criança muito ativa, feliz e curiosa, sempre procurando saber sobre tudo e sobre todos. Minha família sabia se comunicar comigo com a Língua de Sinais e com a leitura labial também, mesmo que todos os meus familiares fossem ouvintes, eu nunca era deixada de fora. Tenho uma grande prima que andou comigo toda a nossa infância e que sabe a Língua de Sinais e foi meu porto seguro em algumas ocasiões. 

A minha mãe, que admiro muito por ser uma mulher batalhadora e mesmo com poucas oportunidades de estudo, sempre me incentivou para concluir meus estudos e realizar meus sonhos. Certa vez uma vizinha perguntou a ela porque ela cantava para eu dormir se eu não ouvia, e ela respondeu: “cantei para minhas duas filhas ouvintes e canto para a Carilissa também porque é minha filha”. Isso mostra a mãe que tenho que nunca me tratou diferente das minhas irmãs mais velhas.

Minha mãe sempre me falou que eu valia por cinco crianças, era inquieta, sempre curiosa, e ficava irritada quando não entendia os diálogos na televisão. Minha mãe sempre me interpretava tudo que era exibido na TV, até que um dia ela se cansou e fez um acordo com minhas irmãs e pai: cada dia um deles me interpretava até que eu conseguisse fazer a leitura labial pela TV, e uns 10 anos depois vieram as legendas, um movimento que eu ajudei bastante pela campanha “Legendas para quem não ouve, mas se emociona!”.

Durante minha infância tive muitas crises de asma, o que me fazia ser hospitalizada muitas vezes. Meus professores iam ao hospital entregar as atividades para que eu pudesse estudar e não perder o ano. Graças ao apoio dos professores que tive nunca repeti um ano. Isso me fez desenvolver um grande afeto e carinho por eles, os quais eu considero como uma parte de minha família e no qual ainda hoje mantemos contato, depois de tantos anos.

Meus pais aprenderam a Língua de Sinais quando eu tinha quatro anos de idade, porque se sentiam excluídos, quando meus amigos surdos iam à minha casa, e só nos comunicávamos com a Língua de Sinais. Minha mãe sofre de reumatismo, o que dificulta sua habilidade em usar as mãos com a Língua de Sinais, mas mesmo assim ela nunca me deixou de fora, e o meu pai é um homem com grande conhecimento cultural. Quando eu era criança, meu pai me apresentava tudo e me levava a vários lugares onde eu aprendia os nomes das coisas, e ele incansável, sempre repetia os nomes em Língua de Sinais e em Português.

Minha filha Sofia tem quatro anos de idade e sabe a Língua de Sinais. Por passar mais tempo com ele, ela aprende mais com meu pai e com a minha mãe também, do que comigo. Certa vez na escolinha, onde ela estuda, numa aula de inglês, a turma aprendeu os nomes dos animais em inglês e ela ensinava os sinais de animais aos colegas, o que me deixa toda orgulhosa e imensamente feliz!

Ah, me empolgo demais escrevendo sobre mim e acho que termino por aqui, senão fica parecendo um livro, risos...

Finalizo: ESCOLA BILÍNGUE É A FORMA DE EDUCAÇÃO IDEAL PARA O SURDO. 



Duas primeiras fotos, eu com a minha Língua de Sinais e a foto maior a minha festa de 3 anos na Sociedade dos Surdos de Caxias do Sul, já fazia parte da sociedade! Baita orgulho! 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mestra!


EU MESTRA!!!!!  


Defendi a minha dissertação de mestrado no dia 5 de abril na Universidade Federal de Santa Maria. Um sonho concretizado meu! Nas vésperas da defesa estava muito tensa, cheguei a ter virose e asma, mas enfim na minha apresentação eu estive bem tranquila e confiante. Foram dois anos de pesquisa, muitos aprendizados, muitas leituras, novos conhecimentos, novas amizades, viagens aos congressos, artigos publicados, trabalhos apresentados, aulas, enfim tudo isso me marcou e trouxe caminhos à minha pesquisa. Deixei a minha filha pequena com meus pais para viajar a Santa Maria todas as semanas por 12 horas ida e volta, deixei de fazer muitas coisas para estar nas pesquisas e deixei de ir aos eventos importantes da comunidade surda e os da família também, mas tudo valeu a pena, é fantástico me ver professora com mestrado. É fantástico mesmo, primeira surda da minha região a ter mestrado, sim a primeira, me orgulho disso, isso mostra que os outros surdos podem seguir também. Um investimento à minha carreira. Realizei a dissertação pensando em contribuir as futuras pesquisas e deixar alguma referência, fazer o mestrado foi uma vontade minha de pesquisar os efeitos dos movimentos surdos na contemporaneidade articulado com a educação de surdos e isso é muito presente na minha vida porque cresci participando os movimentos surdos, eu sempre estou na frente dos movimentos surdos em busca as melhorias à Educação de Surdos. Realmente a pesquisa foi muito prazerosa, tive oportunidade de misturar o meu ser na pesquisa. Tive uma orientadora maravilhosa que me deu toda confiança e sempre esteve ao meu lado e me orientou o melhor possível. “Movimentos Surdos e Educação: Negociação com a Cultura Surda” o tema da dissertação que mostra sobre os movimentos surdos que lutaram pela Educação de Surdos nos últimos anos e as estratégicas que usaram os movimentos surdos. Não posso deixar de dizer que tudo isso se deve à minha família, aos professores dos tempos da escola, à orientadora e é claro à mim e da minha "tesão" de estudar e pesquisar.  Daqui uns dois meses, a minha dissertação estará publicada na internet e vocês podem ler!  Na semana que vem vou postar aqui a noticia principal dessa semana, foi aberta mais uma escola bilíngue para Surdos no Brasil, em Rondônia, mais um efeito do movimento surdo. Avante povo surdo!



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


Foto: Mariana Hora

Nos dias de três a seis de dezembro aconteceu a III Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência em Brasília, essa conferência é um espaço que participam as pessoas com deficiência como cadeirantes, deficiência física, deficiência intelectual, cegos, surdos e entre outras deficiências para discutir várias propostas de políticas em busca os seus direitos, na terceira edição da conferência estiveram mais de três mil pessoas, os delegados mesmos que votam nas propostas que eram mais ou menos 850. Essa conferência resultou a aprovação da proposta de Educação Bilíngue e outras propostas relacionada com os surdos também.

Uso um relato da líder surda de Pernambuco que esteve na frente da terceira conferência e nas votações, Mariana Hora (07/12/2012).

Foram discutidos vários temas por área: educação, esporte, cultura, lazer, moradia, transporte, saúde, trabalho, reabilitação, Justiça e Segurança Pública... esses temas foram discutidos em um grupos, eram muitos propostas, estava cansada de lendo-as, eram as propostas que foram aprovadas nos estados e levadas para a Nacional, foi preciso consertar  e organizar o texto para melhorar-lhos.Havia aproximadamente 45 surdos lá, isto é muito importante, porque nas Conferências anteriores havia poucos surdos, agora aumentou bastante. Foi muito bom, os surdos estiveram junto com os ouvintes compartilhando também com os intérpretes, todos unidos.Surdos se dividiram entre os grupos, mas a maioria foi para o grupo de educação para defender com mais força por causa do grupo contrário às escolas bilíngues para surdos e às escolas especiais das pessoas com deficiência intelectual e outras, esse grupo é radical e quer todas as pessoas dentro da escola inclusiva. Então nós nos unimos com o grupo defensor das escolas especiais para defendermos com força. Enfim foram aprovadas ambas: escolas bilíngues para surdos e as escolas especiais, também as escolas inclusivas continuam, pois as pessoas têm direito de escolher qual escola quer, há a liberdade de escolher entre os vários modelos.Quando foi aprovada, nos ficamos muito felizes, pulamos muito, emocionados, porque já sofremos muito com a discriminação à comunidade surda, agora os surdos participaram firmes e fortes, foi importantíssimo. Também foram aprovadas outras propostas como: disciplina de Libras (L2) para ouvintes em todos os níveis da educação, pois ouvintes estudam inglês e espanhol, por que não estudar Libras?! Então já foi aprovada essa proposta; Outra proposta de adaptação das provas dos vestibulares, ENEM, DETRAN, Concursos para serem em Libras; Propostas de acessibilidade para trocar os TDD por Serviço de Intermediação por Vídeo-Conferência (SIV); várias outras propostas que incluem direitos dos surdos.

Extras:

Meses depois de mobilização intensa da Comunidade Surda, a Câmara Distrital de Brasília aprovou o projeto de Lei  PL725/2012 que autoriza ao governo distrital a criação de uma Escola Bilíngue para Surdos, com a Língua de Sinais como primeira língua e a Língua Portuguesa, em sua modalidade escrita, como segunda língua. A aprovação é um dos efeitos das reivindicações do Movimento Surdo e dos atuais estudos surdos e agora é aguardar para que seja sancionada a lei.

Até hoje somente três cidades que tem escolas bilíngues oficialmente para Surdos, São Paulo –SP, Sumé-PB e Imperatriz-MA.

Avante Povo SURDO. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

II Setembro Azul


 Espero vocês no evento de II Setembro Azul que vai ser no dia 24 de setembro. Maiores informações estão na figura. Divulguem!! 

Avante povo surdo. 

Abraços Azuis
Beijos Azuis
Olhares Azuis
Sinais Azuis
Mãos Azuis
Almas Azuis
Mentes Azuis
Corpos Azuis
Tudo Azuis
AVANTE AZUL!!

Carilissazul


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

LEGENDA NACIONAL EM GRAMADO

A Campanha Legenda Nacional participa pela 8ª vez consecutiva da luta, graça ao esforço e à perseverança, pelo direito a todos de usufruir os produtos culturais. 

No dia 18 de Agosto, haverá uma oportunidade de esse movimento brilhar no Festival de cinema em Gramado. Queremos conscientizar, continuando com a divulgação para aos produtores, jornalistas, artistas e cineastas!

Nós precisamos de você para aderir a esta luta, pois a comunidade surda está crescendo, reivindicando seus direitos; então venha cono
sco nesta caminhada.

ATENÇÃO: Por enquanto haverá UM FILME NACIONAL LEGENDADO no cinema e a sessão se realizará no dia 18 de agosto de 2012 à tarde na Câmera dos Vereadores da Cidade de Gramado.



Coordenação da Campanha Legenda Nacional - RS.
Carilissa Dall´Alba
carilissa@yahoo.com.br

Idealizador da Campanha Legenda Nacional
Marcelo de Carvalho Pedrosa.
contato@legendanacional.com.br